
Arctic Monkeys: os quatro moleques de Sheffield cresceram
Não é sempre que uma banda que você no máximo odeia e no mínimo não gosta surpreende desse tanto. Confesso que - até agora - nunca tinha escutado um disco do Arctic Monkeys do começo ao fim. Quando os vi ao vivo - no infame Tim Festival 2007 - eu estava sentado no chão, deveras desinteressado, me recuperando do show da Björk. Bem, agora tive que dar o braço a torcer.
A pulga se instalou atrás da orelha quando soube que quem tinha produzido Humbug, terceiro disco do quarteto, era Josh Homme, a cabeça por trás do Queens of the Stone Age. Depois que vi o vídeo da banda tocando Pretty Visitors ao vivo na MTV inglesa (abaixo), tive que gastar alguns dias procurando o álbum pra baixar.
A evolução dos moleques de Sheffield (UK) é impressionante. De petardos adolescentes como I Bet You Look Good on the Dancefloor, a canções com estrutura mais intrincada e psicodelia pesada, como a nova Fire and the Thud (abaixo) e a já citada Pretty Visitors. E tudo isso em pouco mais de três anos.
A música que me ganhou foi mesmo a segunda faixa de Humbug, Crying and Lightning (abaixo). A influência de Homme fica clara aqui, nos riffs meio stoner, nos solos setentistas e nas viradas psicóticas de bateria. Além do que, a cadência vocal de Alex Turner finalmente vale a pena, e as letras vão mais longe que "fiquei bêbado a noite passada e blábláblá...".
O disco tem até espaço pra uma baladinha singela que foi um verdadeiro soco no estômago. Cornerstone (abaixo) é um exemplo de como a poesia de Turner melhorou. "She was close / close enough to be your ghost / but my chances turned to toast when I asked her / if I could call her your name".
Enfim... Humbug pode não agradar aos fãs hardcore dos Monkeys. Eu não dou a mínima. Pra mim é como se fosse o primeiro trabalho deles. E que venham outros. Pra nos brindar com pérolas como essa:
A pulga se instalou atrás da orelha quando soube que quem tinha produzido Humbug, terceiro disco do quarteto, era Josh Homme, a cabeça por trás do Queens of the Stone Age. Depois que vi o vídeo da banda tocando Pretty Visitors ao vivo na MTV inglesa (abaixo), tive que gastar alguns dias procurando o álbum pra baixar.
A evolução dos moleques de Sheffield (UK) é impressionante. De petardos adolescentes como I Bet You Look Good on the Dancefloor, a canções com estrutura mais intrincada e psicodelia pesada, como a nova Fire and the Thud (abaixo) e a já citada Pretty Visitors. E tudo isso em pouco mais de três anos.
A música que me ganhou foi mesmo a segunda faixa de Humbug, Crying and Lightning (abaixo). A influência de Homme fica clara aqui, nos riffs meio stoner, nos solos setentistas e nas viradas psicóticas de bateria. Além do que, a cadência vocal de Alex Turner finalmente vale a pena, e as letras vão mais longe que "fiquei bêbado a noite passada e blábláblá...".
O disco tem até espaço pra uma baladinha singela que foi um verdadeiro soco no estômago. Cornerstone (abaixo) é um exemplo de como a poesia de Turner melhorou. "She was close / close enough to be your ghost / but my chances turned to toast when I asked her / if I could call her your name".
Enfim... Humbug pode não agradar aos fãs hardcore dos Monkeys. Eu não dou a mínima. Pra mim é como se fosse o primeiro trabalho deles. E que venham outros. Pra nos brindar com pérolas como essa:
